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Poesias Nelim MontiPinturas Celito Medeiros
March 15 Alguém para amar-Nelim MontiPintura por Computador Celito Medeiros
Fine Art CM 4225
Lei_9610_ Direitos Autorais
Visite: www.celitomedeiros.com.br
Alguém para amar
Nelim Monti
Vivia a esconder seu apetite
para amar
Comia ar
cabia no ar
Seus pensamentos voavam
por cima das casas,
das ruas,
das pessoas
do medo.
Á toa-a-toa,a esmo.
Muitos sonhos havia.
Voando, arranhando
as nuvens,
atravessando a manhã vazia.
Mas, entre trapaças da brisa.
A noite escura
seu apetite aguçava
Depois...a dor da falta
de alguém para amar.
Dias se sonhos rasantes
Noites de sonhos arrasantes..
Mas, ela ressabiada
teimava em sonhar.
Só sabia conjugar
o verbo amar.
Molhava as tardes de poesia,
Melava o canto da noite
com doces melodias.
Queria enganar o silêncio,
a ausência...
que lhe esganava a garganta,
o corpo a mente.
Queria escolher a dor
de não escolher palavras.
Queria desemudecer
poder falar, gritar.
Não bastava soltar
palavras ao vento.
Precisava encontrar
alguém para amar.
February 16 A última vez que falamos...Nelim MontiPintura por Computador Celito Medeiros
Fine Art CM 2065
Lei- 9610 - Direitos Autorais.
Visite : www.celitomedeiros.com.br
A última vez que falamos...
Nelim Monti
Você me fez um pedido, desumano
Julgando que eu iria lhe esquecer.
Como posso lhe esquecer
Se és um homem inesquecível!
Você é a saudade que gosto de sentir
É o homem que me faz feliz
É o amor que eu quero amar.
A medida que o tempo passa
Mais o meu coração lhe procura
Para você pode ser um jogo a toa
Para mim, uma deliciosa loucura.
Ainda que sua indiferença me dome
Ainda que só minha esperança me anime
Sempre venerarei o seu nome
Continuarei pensando que se você
Me amasse, como lhe amo, não seria crime.
Se esse amor é pecado
Prefiro ir para o inferno
Que viver no céu
Sem o seu amor February 13 Espírito Meu- Nelim MontiPintura por Computador Celito Medeiros
Fine Art CM
Lei - 9610- Direitos Autorais
Visite; www.celitomedeiros.com.br
Espírito Meu
Nelim Monti Em que lugar de meu corpo
Tu pastoreias?
Em qual profundidade do meu ser
Anda a balir, ovelha desgarrada?
Onde construistes teu império de torres medievais?
Quais caminhos do sono, tu andarás
Esquecido do meu corpo?
Será...que quando pressentires a morte,
Irás silencioso emigrar para o azul...
Ou...recolherás á castelos de areias
Onde esperara evaporar nossas sensações?
Espírito meu, me responda...
O que restará de ti:
Quando não mais restar os sonhos
Quando nada restar de tudo
Quando de minhas retinas se apagarem
Os últimos vestígios do universo
E...do meu corpo a vida se escoar do coração?
Responda...
O que restará de ti,
Jazida esplendorosa
Brilhante de raro fulgor,
Que brilha no fundo de um poço!
Que restará de ti
Espírito meu...
Quando o meu corpo como uma criança
Vencida pelo sono, adormecer embalada
Pelo ritmo de Deus!
February 01 Conversa com meu coração_Nelim MontiPintura por Computador Celito Medeiros
Fine Art CM 1347
Lei- 9610- Direitos Autorais
Visite: www.celitomedeiros.com.br
Conversa com meu coração Nelim Monti Coração! Ó coração louco, perdido Repleto de fantasias pelo mar da vida em fora Sem jamais encontrar o amor querido Amor que o voraz tempo não devora. Aventuras inglórias recolhido, Desfolhando as ilusões de outrora Te sinto coração enternecido... Por muitos afetos dominado agora Coração, Ó coração ame. Ame eternamente! Não importa se vassalo ou prisioneiro, mas contente. No sacrifício herói, nas lutas bravo... Coração...que esse amor dure em vida ou na morte Amor cheio de inocência, um amor muito forte Cordão que te forjou amante ou escravo November 01 Pastora_ Nelim MontiPintura por Computador Celito Medeiros
Fine Art CM 2456
Obra protegida pela lei 9610
Visite: www.celitomedeiros.com.br
Pastora
Nelim Monti
Eu, pastora a pastorear meu rebanho
Vagando pelos prados
Invocando lembranças antigas
Inundada de saudade,
Vou pisando os dias.
Ninguém me conhece
Não sabem de onde venho
Caminhando pelos verdes prados
Ninguém me percebe...
Cantigas o vento traz
De pobres fantasmas de outrora
Fantasmas tranqüilos,
Apascentando ovelhas...
Talvez seja eu mesma
Que vago perdida.
Minha memória sofre
Nesse lugar, que pertencia a alguém,
Que vinha pastorear.
Não mais existe a pessoa...
Apenas eu a pastorear
Eu a de sempre, de ontem, de agora.
Ninguém me conhece
Não sabem de onde venho
Caminhando pelos prados verdes
Ninguém me percebe.
Choro...
Minhas ovelhas, me olham,
Me enxergam, me lambem
os olhos de outrora.
Estátua de São Miguel Arcanjo
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